terça-feira, 17 de maio de 2011

A perseguição

Jesus foi perseguido assim que recebeu o batismo e começou a pregar


Perseguição é uma das características da Igreja cristã. O próprio Senhor Jesus começou a Sua vida neste mundo sob tremenda perseguição.

Após a aparição da estrela e o anúncio dos três reis magos, a perseguição teve início, pois Herodes, temendo que o Messias prometido fosse um rei secular, que tomaria o domínio de Roma, ordenou aos seus soldados que procurassem a criança anunciada pelos profetas de Israel e a matassem: “Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos.” Mateus 2.16

Por isso, José e Maria tiveram de fugir para o Egito, onde permaneceram com o menino Jesus por um certo tempo: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho.” Mateus 2.13-15

A história bíblica relata que Jesus ficou durante mais ou menos 18 anos anônimo, embora existam muitas histórias sobre esse período, algumas até bastante conhecidas, como por exemplo, a que levanta a possibilidade de que Ele tenha vivido entre os essênios, que constituíam uma das seitas religiosas judaicas.

Seus membros viviam em um grupo fechado, afastados da civilização conhecida da época, supostamente livres de qualquer contaminação, cultivando a pureza. Outras dessas histórias afirmam que Ele teria ido à Ásia, fazer cursos, tendo convivido com monges tibetanos, budistas e outros.

Nenhuma dessas suposições, entretanto, é verdadeira, pois o que aconteceu foi que Jesus viveu como se fosse uma pessoa comum, aprendendo o ofício de carpinteiro com José, conforme era o costume da época: os filhos darem continuidade à profissão exercida pelo pai.

Ele conviveu, sim, com a Sua mãe, Maria, e com os Seus irmãos: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele.” Marcos 6.3

A perseguição voltou sobre o próprio Senhor Jesus imediatamente após o início do Seu ministério, ou seja, logo depois que Ele recebeu o batismo e começou a pregar, foi rejeitado na sinagoga de Jerusalém, depois do Seu primeiro sermão proferido naquele templo:

“Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.

Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José?

Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra. E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra.

Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o Siro.

Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se.” Lucas 4.16-30

Depois deste dia, os fariseus, os saduceus, os zelotes, os publicanos e tantos outros grupos religiosos judaicos começaram a perseguição contra Ele, com o intuito de O matarem.

É claro que esses grupos tinham o consentimento dos romanos, porque estes eram, na época, os dominadores e continuavam com aquele medo da profecia quanto ao nascimento do Messias, pois O consideravam uma ameaça.

Retirado do livro Estudos Bíblicos, do bispo Edir Macedo

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